segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Venda de vinhos no Brasil aumenta 12,7% de janeiro a outubro de 2009

Comercialização de vinhos tintos finos atingiu 10,7 milhões de litros colocados nos dez meses do ano, o melhor resultado desde 2001

A comercialização de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul – responsável por cerca de 90% da produção nacional – alcançou um crescimento de 12,7% de janeiro a outubro deste ano no Brasil, em relação ao mesmo período do ano passado. Conforme levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foram vendidos 189,9 milhões de litros de vinhos finos e de mesa nos dez meses de 2009, ante 168,4 milhões de litros colocados de janeiro a outubro de 2008.

O incremento nos vinhos finos tintos é ainda maior, de 16,3%, com a colocação de 10,7 milhões de litros. “É o maior volume já vendido desde 2001, quando começou a ser feito o levantamento informatizado de dados pelo Cadastro Vinícola”, comemora o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. O recorde anterior era do ano de 2007, com 10,5 milhões de litros de vinhos finos tintos.

Segundo Bertolini, o aumento do consumo de vinhos sentido nos dez meses deste ano em relação a igual período de 2008 deve-se a uma combinação de fatores, a começar pelas ações de divulgação – o lançamento da campanha institucional e publicitária “Abra a cabeça, abra um Vinho do Brasil” – e participações em feiras coordenadas pelo Ibravin. Ele também destaca a entrada em vigor, desde o início do ano, da obrigatoriedade do Selo de Controle Fiscal para as Sangrias e os Coquetéis, que pode estar influenciando o aumento da comercialização de vinhos, especialmente de mesa, que tiveram acréscimo de 13,2% de janeiro a outubro. “O inverno mais rigoroso dos últimos anos igualmente colaborou para um maior consumo de vinhos, bem como a adaptação dos consumidores quanto à Lei Seca”, salienta Bertolini.


Para o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, os números mostram que a tendência de crescimento nas vendas este ano se concretiza com o fechamento do mês de outubro. Paviani observa, contudo, que apesar das boas vendas do ano, o setor ainda amarga um déficit em relação à comercialização de vinhos na comparação com anos anteriores. Em 2007, por exemplo, no mesmo período de tempo, foram colocados 193,6 milhões de litros de vinho; em 2006, 205 milhões de litros; e em 2005, o maior volume, com 220 milhões de litros vendidos de janeiro a outubro. “Estamos recuperando espaços de mercado, mas ainda estamos 13,7% inferior ao volume colocado nos dez meses de 2005 [220,2 milhões de litros], o melhor ano desta década”, alerta. “Estes resultados positivos são animadores e mostram que o setor deve continuar focado na promoção de vendas e no convencimento dos consumidores de que a qualidade dos vinhos está em constante evolução”, argumenta.


Espumante sobe 14,6%
A comercialização de vinhos espumantes elaborados no Rio Grande do Sul cresceu 14,6% de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram colocados no mercado 6,5 milhões de litros de espumantes nos dez meses do ano, ante 5,7 milhões de litros em igual época do ano passado. Os espumantes moscatéis tiveram um incremento nas vendas ainda mais expressivo, de 22,6%.


Suco de uva natural cresce 41,5%
Os primeiros dez meses do ano terminaram com um acréscimo de 41,5% na venda de suco de uva natural (com 100% da fruta) no Brasil. A comercialização total de suco de uva (reunindo o natural, adoçado, concentrado e reprocessado) teve alta de 26% de janeiro a outubro.

Saiba mais
Os números apurados pelo Ibravin referem-se ao Rio Grande do Sul – origem de aproximadamente 90% da produção brasileira de vinhos e derivados – conforme o Cadastro Vinícola, mantido em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As informações não abrangem o restante do País em razão de outros estados brasileiros não implantarem o Cadastro Vinícola.


fonte: Ibravin

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Jornalista alemão visita 10 vinícolas na Serra Gaúcha

Especialista em vinhos destacou qualidade de vinhos e espumantes brasileiros, com preços competitivos no mercado internacional


O jornalista alemão Jürgen Mathäb encerra nesta sexta-feira (27) uma jornada de quatro dias às vinícolas da Serra Gaúcha. Especialista em vinhos, o jornalista está conhecendo, pela primeira vez, as empresas brasileiras. O seu roteiro contempla 10 das 40 cantinas participantes do projeto setorial integrado Wines From Brazil, desenvolvido em parceria pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

As primeiras impressões de Jürgen Mathäb foram bastante positivas. Ele se disse impressionado com a perspectiva de crescimento da produção e dos investimentos das vinícolas verde-amarelas. “O que mais me atraiu foram quatro características comuns aos vinhos brasileiros: a presença da fruta, o álcool moderado, o frescor e a leveza”, elogiou. Segundo ele, estes elementos juntos são muito difíceis de serem encontrados em vinhos do chamado Novo Mundo. “Os espumantes têm excelente qualidade, com preços muito competitivos para o mercado internacional”, afirmou. O jornalista alemão ainda fez uma observação importante: “nenhum outro país do Novo Mundo está explorando o espumante como abre-alas para o consumo de vinhos”.

Lidio Carraro, Miolo, Boscato, Irmãos Basso, Garibaldi, Aurora, Casa Valduga, Salton, Cave de Amadeu e Courmayeur são as vinícolas visitadas pelo jornalista alemão, que escreve para as publicações Weinwirtschaft, WeinWelt, Rheinpfalz am Sonntag e Meiningers Wine Business International. Ele promete escrever um artigo para a Weinwirtschaft sobre vinhos brasileiros a ser publicado em fevereiro de 2010, um mês antes da Prowein, na Alemanha, uma das mais importantes feiras de vinhos do mundo. Esta revista é a mais importante da Alemanha com foco no trade. “A matéria certamente gerará o interesse nos compradores europeus em visitarem o estande do Wines From Brazil na Prowein”, observa a gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan.

Nesta quinta-feira (26), ocorreu uma degustação de produtos no Ibravin, com vinhos e espumantes de empresas que não serão visitadas pelo jornalista, mas que fazem parte do projeto de promoção e exportação do vinho brasileiro e estão interessadas no mercado alemão. A programação foi aberta no Spa do Vinho, no Vale dos Vinhedos, na terça-feira (24), em uma reunião-almoço entre o jornalista e Andreia Gentilini Milan, que falou sobre a produção brasileira de vinhos e derivados, além de detalhar as ações de promoção do Wines From Brazil no mercado externo.


Fonte: Ibravin

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vinho brasileiro conquista medalha no concurso Tannat Al Mundo

O concurso internacional Tannat Al Mundo, realizado nos dias 10 e 11 de novembro em Montevidéo, Uruguai, premiou um vinho brasileiro entre os melhores da variedade Tannat. O concurso reuniu 141 amostras provenientes de 50 vinícolas do Brasil, Argentina e Uruguai.

A tarefa de avaliar os vinhos inscritos coube a 14 degustadores e incluiu especialistas de países como Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, França, Itália e Espanha. Representando o Brasil esteve presente o diretor da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Dirceu Scottá. Para ele, embora não seja comum a realização de um concurso monovarietal, ter um vinho brasileiro premiado entre mais de 100 amostras, é uma grande conquista. “Demonstra o nosso potencial qualitativo e nossa capacidade de elaborarmos vinhos de qualidade internacionalmente reconhecida”, destaca o enólogo.

O Tannat al Mundo foi organizado pela Associacão de Enólogos do Uruguai e contou com o apoio da Organização Internacional do Vinho (OIV) e do Instituto Nacional da Vitivinicultura (INAVI). O concurso faz parte da programação do XII Congresso Latino-Americano de Viticultura e Enologia.

Vinho premiado
Prêmio Terruño de Plata
Fortaleza do Seival Tannat 2009 – Miolo Wine Group

Fonte: Ibravin

Nomes de Vinhos - na brincadeira

É pra cair de rir, a paródia que encontrei no blog do Vinhos do Brasil, é hilária, deguste com seus olhos...












add: tomara que nenhum artista fique incomodado por essa tão divertida paródia. Se forem consumidores de vinho acho que vão adotar os rótulos e lançalos comercialmente...

Fonte: Wines From Brazil

Espumantes brasileiros premiados na França

Pela quinta vez no ano, o Brasil foi destaque em concurso de degustação promovido na França. Desta vez foi no 7° Effercescents du Monde, realizado nos dias 19 e 20 de novembro na cidade de Dijon. O concurso, que conta somente com a participação de espumantes de todo o mundo, reuniu 519 amostras de 24 países que foram avaliadas por 75 degustadores.

O Brasil mais uma vez foi reconhecido pela qualidade de espumantes no país do champagne com a conquista de três Medalhas de Ouro e seis Medalhas de Prata.

PREMIAÇÕES

Medalha de Prata

Aurora Espumante Brut Chardonnay – Cooperativa Vinícola Aurora

Garibaldi Espumante Brut 2009 – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Gran Legado Espumante Moscatel – Wine Park

Pietro Felice Espumante Moscatel 2009 – Irmãos Molon

Terrasul Espumante Moscatel 2009 – Terrasul Vinhos Finos

Zanotto Espumante Brut – Vinícola Campestre

Medalha de Ouro

Casa Valduga Espumante Brut 130 Anos – casa Valduga Vinhos Finos

Marcus James Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora

Valdemiz Espumante Moscatel 2009 – Vinhos Monte Reale


Fonte: ABE

Festa de Arromba com Vinho da Aurora

Erasmo Carlos está de volta à estrada, agora com seu novo show, “Rock’n’Roll”, homônimo do recém-lançado CD, indicado ao Grammy Latino. O Tremendão promete uma “festa de arromba” na noite de sexta-feira, 27 de novembro, no Teatro do Bourbon Country, com canções inéditas e sucessos de toda a carreira, como “Sentado à Beira do Caminho”, “Fama de Mau”, “Mulher”, entre outras. Mais uma vez, a Aurora faz parceria com a OPUS e brinda com os fãs do tremendão.
Fonte: Fatto

Suécia inclui o Brasil em licitação para compra de vinho rosé

Depois de incluir, pela primeira vez, as vinícolas brasileiras na licitação para compra de espumantes moscatéis, a Systembolaget, monopólio responsável pela comercialização no varejo de bebidas alcoolicas na Suécia, convidou as empresas verde-amarelas a participarem da oferta de vinho rosé. A informação é do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). “Este é mais um reconhecimento à qualidade dos Vinhos do Brasil e uma excelente oportunidade para venda neste país escandinavo, já que a Systembolaget é o local de compra de 74% dos vinhos vendidos aos consumidores suecos”, afirma a gerente de Promoção Comercial do Wines From Brazil (WFB), Andreia Gentilini Milan.

Andreia lembra que o consumo de vinho rosé e de espumante está aumentando na Suécia, que possui um consumo per capta de 26 litros de vinho e derivados ao ano. Ela lembra que o país escandinavo é um dos oito mercados-alvo a serem atacados nos próximos dois anos pelo projeto Wines From Brazil, realizado em parceria pelo Ibravin e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Os demais países prioritários para a promoção dos vinhos brasileiros são Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Hong Kong, Países Baixos, Polônia e Reino Unido.

A licitação da Systembolaget incluiu o Brasil junto com o Uruguai e o Peru. O pedido é para vinho rosé da safra 2009, frescos e frutados, sem excesso de taninos e com elementos de frutas vermelhas. O pedido mínimo é para o envio de 40 mil garrafas (750 ml). Atualmente, quatro empresas integrantes do WFB vendem vinhos para a Suécia – Miolo, Aurora, Rio Sol e, a partir do próximo ano, a Garibaldi, que acaba de vencer uma licitação para exportação de espumante moscatel.

Saiba mais

Desde o ano 2000, a importação e distribuição de álcool podem ser realizadas por meio de importadores registrados na Fazenda sueca. Apenas o monopólio do varejo permanece, através do
Systembolaget, que possui 410 lojas, 552 agentes locais e 7.000 itens de 40 países fornecedores. O consumo de vinhos tintos na Suécia representa 57% do total, sendo 32% brancos e 11% espumantes e outros. A origem dos produtos está assim dividida: Novo Mundo (43%) e Velho Mundo(57%).

O mercado de vinhos na Suécia
•Produção: Praticamente inexistente, devido às condições climáticas;
•Importação: Corresponde a quase todo o valor consumido;
•Consumo: 160 milhões de litros;
•Consumo per capta: 26 litros;
• A Austrália é o principal fornecedor, seguido da África do Sul e Itália;
•A participação da Austrália cresceu 31,7% de 2006 a 2007, sendo que o maior crescimento no mesmo período foi da Nova Zelândia (47%);
•Outros crescimentos expressivos foram obtidos pelo Líbano (42,2%) e Áustria (33,2%);
•Os países com as maiores perdas de mercado foram a Romênia (-23,7%) e Grécia (20,8%);
•54% do mercado é de bag-in-box. O seu consumidor é fiel e está numa faixa etária maior, com renda acima da média;
•Há um aumento de consumo de vinhos tintos mais caros, entre US$ 10 e US$ 15. E o segmento dos mais baratos está diminuindo;
•Há uma maior aceitação para tampas-rosca, especialmente nos vinhos brancos.

Fonte: Ibravin