quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Aurora em grande safra
O bom comportamento climático na região desde o inverno, com uma boa amplitude térmica nessa temporada –dias quentes e noites frias permite que se aposte também na qualidade das uvas viníferas, que deverão gerar vinhos de alta intensidade aromática, de cor e de açúcar (essenciais para se conseguir grandes vinhos).
*PS. o número de toneladas recebidas muda todo o dia. Assim, esta informação é válida para hoje.
Fonte: Agência Fatto
Ibravin divulga balanço de 2010
Comercialização recorde de espumantes e suco de uva 100% natural foram os destaques de vendas de janeiro a dezembro do ano passado em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A comercialização de vinhos espumantes elaborados no Rio Grande do Sul – responsável por cerca de 90% da produção nacional – alcançou um crescimento de 12% em 2010 no Brasil. Conforme levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foram vendidos 12,5 milhões de litros de vinhos espumantes de janeiro a dezembro do ano passado, ante 11,1 milhões de litros colocados nos 12 meses de 2009. “É o maior volume de venda de espumantes da história”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante. Com a venda de espumantes de Santa Catarina e do Vale do São Francisco, o volume comercializado supera os 14,5 milhões de litros. Os espumantes moscatéis tiveram um incremento de 17% nas vendas, enquanto as borbulhas do tipo brut e demi-sec cresceram 10%. “Os espumantes brasileiros caíram no gosto do consumidor brasileiro, que reconhece a sua qualidade e boa relação custo-benefício”, explica Fante.
Suco de uva
O balanço de 2010 ainda aponta outro recorde, desta vez no suco de uva 100% natural pronto para beber, que conquistou um acréscimo de 24,5% no ano passado, em relação ao mesmo período de 2009. Foram colocados 31,8 milhões de litros de suco de uva 100% natural de janeiro a dezembro de 2010, contra 25,5 milhões de litros nos 12 meses de 2009. “É um incremento importante, superior a 6 milhões de litros”, comemora Fante. Ele lembra que, em 2005, foram vendidos apenas 6 milhões de litros de suco de uva no Brasil. Já em 2008, este volume triplicou, passando para 18 milhões de litros e, agora, dois anos depois, ultrapassa a barreira dos 30 milhões de litros. “Os consumidores estão cada vez mais reconhecendo as vantagens para a saúde do suco de uva 100% natural, que não contém adição de água nem açúcar, e ainda possui benefícios dos derivados das uvas tintas oferecem devido à presença do resveratrol, sem a presença de álcool”, observa o presidente do Ibravin. A comercialização total de suco de uva (reunindo o natural, adoçado e reprocessado) teve alta de 20,6% de janeiro a dezembro, alcançando 36,7 milhões de litros.
Vinhos
O desempenho geral de vinhos finos e de mesa acabou em queda de 3,3%, com a colocação de 232 milhões de litros de vinhos finos e de mesa nos 12 meses de 2010, perante 240 milhões comercializados de janeiro a dezembro de 2009. Os vinhos finos tintos tiveram suas vendas aumentadas em 3,4% em 2010, com a comercialização de 13,5 milhões de litros de janeiro a dezembro, frente a 13 milhões de litros no mesmo período de 2009. O total de vinho fino tinto vendido no ano passado representa o segundo maior volume da história, inclusive superior ao emblemático 2005, ano em que ocorreu o recorde na venda de vinhos finos e de mesa. O maior volume de vinhos tintos finos foi de 2006, quando foram colocados 13,5 milhões de litros. Os vinhos rosados subiram 10% em 2010 e os brancos caíram 6,7%.
Nova tendência
Para o presidente do Ibravin, o setor deve apostar mais nos brancos para conquistar uma fatia maior do mercado de vinhos finos. “Nosso clima favorece a produção de qualidade de uvas brancas, tanto é que nossos espumantes são reconhecidos no Brasil e no mundo”, lembra. Fante considera que as empresas precisam investir em uma comunicação mais direcionada no vinho branco ao consumidor, especialmente no Brasil, onde o calor muitas vezes pede uma bebida refrescante. “O potencial do vinho branco brasileiro está adormecido, precisa ser despertado junto no consumidor”, recomenda.
Saiba mais
Os números apurados pelo Ibravin referem-se ao Rio Grande do Sul – origem de aproximadamente 90% da produção brasileira de vinhos e derivados – conforme o Cadastro Vinícola, mantido em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As informações não abrangem o restante do País em razão de outros estados brasileiros não implantarem o Cadastro Vinícola.
Fonte: Ibravin
Mantido registro de suco de uva produzido a vapor como bebida integral
Mais de 500 produtores deste sistema tradicional de elaboração de suco de uva são beneficiados com a medida. Adequações técnicas e classificação do produto serão definidas nos próximos três anos.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou que sucos de uva produzidos pelo tradicional sistema a vapor continuem sendo registrados como bebidas integrais. A medida beneficia mais de 500 produtores familiares do Brasil. O coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, integrante do Conselho Deliberativo do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), que esteve em Brasília participando de audiência com o ministro Wagner Rossi, disse que foi definido um prazo de três anos para que sejam estabelecidas as novas normas técnicas de produção e classificação deste produto pelas pequenas agroindústrias de suco de uva. “Foi uma decisão sábia e sensível do ministro”, reconhece Schiavenin.
A produção de suco pelo sistema a vapor – ou “a panela” – é típica dos viticultores brasileiros. O resultado sempre foi considerado suco integral, com 100% da fruta, sem adição de água nem açúcar. Entratanto, uma nova interpretação dos técnicos do Ministério pretendia rever esta classificação. Isso obrigaria os produtores a vender a bebida como néctar ou refresco, uma vez que o processo a vapor leva ao risco de incorporação de água ao produto. “O ministro foi claro, dizendo para os técnicos deixarem os produtores fazerem o que sempre fizeram”, afirmou Schiavenin.
“A norma afeta centenas de famílias que produzem o suco há anos. Temos que dar um prazo para que adaptem suas tecnologias”, explicou o ministro. O sistema – que, grosso modo, consiste em ferver água em uma panela com os cachos de uva em um compartimento acima – é utilizado, principalmente, por agricultores familiares que produzem suco em menor escala. Olir Schiavenin estima que a produção de suco por este método alcance 8 milhões de litros.
O ministro da Agricultura formou um grupo de trabalho para realizar um estudo com vistas à criação de regulamento específico para a produção de suco pelo sistema de arraste a vapor. “Com o tempo, deve surgir uma classificação específica para este tipo de suco”, observa Schiavenin.
Saiba mais
Fonte: Ibravin